06 / 01 / 2017
Melchiades Calazans teve atividades suspensas na última sexta
O CREMERJ repudia o fechamento do Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans (HEVMC), em Nilópolis, ocorrido nessa sexta-feira, 30. Com a medida, centenas de atendimentos clínicos e cirúrgicos foram cancelados e cerca de 400 funcionários demitidos. Para o Conselho, o encerramento das atividades no HEVMC compromete a assistência à população neste momento de extrema vulnerabilidade da saúde pública do Estado.

O HEVMC é uma das unidades geridas pela Organização Social Hospital Maternidade Therezinha de Jesus e que atravessa graves problemas por conta da falta de repasses. Os funcionários demitidos não receberam os vencimentos referentes ao mês de novembro, nem o 13º salário. Além disso, não tiveram uma previsão sobre o pagamento das verbas rescisórias.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o hospital passará por uma readequação e será reaberto como Hospital Estadual de Traumato-Ortopedia. O processo licitatório para a contratação de uma nova administradora deve ser concluído num prazo de até 60 dias.

"A Baixada Fluminense já é uma região com falta de leitos e de unidades de saúde no geral, por isso o CREMERJ é completamente contra o fechamento deste hospital, principalmente, neste momento. O que precisamos é que os hospitais existentes voltem a funcionar de maneira plena, que a população tenha um atendimento de qualidade e que os profissionais possam trabalhar com segurança e direitos respeitados", afirma o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, acrescentando que até o meio do ano de 2016 o HEVMC fez cerca de 230 cirurgias por mês.