26 / 01 / 2017
Uerj enviará propostas ao governo para amenizar crise
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) apresentará ao governo do Estado um conjunto de propostas que visam amenizar a crise financeira que atinge a instituição. A decisão foi tomada nessa quarta-feira, 25, durante reunião entre representantes da universidade, do CREMERJ, do Clube de Engenharia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O vice-presidente do Conselho, Nelson Nahon, representou o CREMERJ.

A reitora em exercício, Maria Georgina Muniz Washington, deu um panorama sobre a situação atual da Uerj. Entre os problemas apontados estão os atrasos nos pagamentos de dezembro e do 13º salário dos funcionários, além da ausência do repasse de bolsas e auxílios para pesquisas. Maria Georgina também informou que, devido à falta dos recursos, o restaurante dos estudantes suspendeu as atividades e a empresa responsável pela limpeza comunicou que pretende fazer o mesmo nos próximos dias.

Além disso, as atividades acadêmicas e os atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) têm sido prejudicados. Segundo informações da reitoria, tem ocorrido um fechamento gradual de enfermarias por conta da falta de repasses e do atraso nos pagamentos. De acordo com a reitoria da Uerj, as atuais condições de funcionamento da universidade não permitem a retomada de todas as atividades nos campi.

"Precisamos de um calendário de pagamento dos servidores e de uma posição sobre os repasses mensais que serão enviados à universidade. Diversos estudos, pesquisas, programas sociais e atendimentos hospitalares importantes estão sendo prejudicados. Essa situação nos aflige muito, mas não vamos desistir de retomar a atividade plena na instituição", comentou.

O presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, sugeriu que seja realizado um relatório detalhado sobre o funcionamento da Uerj e de seus campi . A intenção é identificar os pontos de maior necessidade financeira e quais podem sofrer reestruturação no momento. Todo o material será apresentado em reunião com o governo do Estado, com vistos a agilizar a liberação de verbas.

Nelson Nahon reforçou a necessidade de retomada urgente das atividades na universidade, especialmente no Hupe - que é referência no atendimento de alta e média complexidade, além de ser o único hospital a atender na rede pública algumas enfermidades raras.

"O Hospital Pedro Ernesto parado gera um grande prejuízo social, pois pacientes ficam sem a continuidade do tratamento, e financeiro, já que deixa de produzir e receber pelos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, compromete o ensino médico e de outras áreas que lá atuam", acrescentou.

Na próxima semana, uma nova reunião será realizada para fechar os principais pontos do relatório. Também participaram do encontro o procurador-geral da OAB, Fábio Nogueira, e o engenheiro Luiz Alfredo Salomão.