02 / 03 / 2017
Febre Amarela: CREMERJ promove fórum sobre o tema
A Câmara Técnica de Doenças Infecciosas e Parasitárias e Controle de Infecção Hospitalar do CREMERJ realizou, nessa quarta-feira, 22, o fórum “Febre Amarela”, com palestras sobre a epidemiologia e a vacinação da enfermidade, as manifestações clínicas e as ações de bloqueio da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) para conter a doença.

A abertura do evento foi realizada pela conselheira responsável e pelo coordenador da Câmara Técnica, Marília de Abreu e Celso Ramos.

Na abertura, Marília de Abreu relembrou o fórum de “Febre por Chikungunya”, promovido pelo Conselho na última semana, e agradeceu o apoio dos membros da Câmara Técnica na realização deste novo evento.

“A motivação desse novo evento foi em virtude da ocorrência de casos em outros Estados. Essa é uma oportunidade para que os colegas possam dirimir suas dúvidas sobre a doença”, explicou.

O membro da Câmara Técnica Alberto Chebabo falou sobre os períodos de infecção do vírus, as suas complicações, como realizar o diagnóstico e o tratamento. De acordo com o especialista, existem cerca de sete a 12 casos assintomáticos para cada caso sintomático, sendo a bradicardia (sinal de Faget) um dos sinais que chamam atenção para a identificação da doença.

Já o subsecretario de Vigilância da SES-RJ, Alexandre Chieppe, explicou as ações que foram traçadas pelo órgão para a detecção de casos, ressaltando que não há nenhum registro da doença no Estado. Segundo o palestrante, desde 1942 não é conhecido nenhum caso de febre amarela urbana.

“Nossa preocupação no momento é com as áreas com eventual ocorrência de epizootias que seguem uma faixa de florestas que se estende das fronteiras de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro e descem até a região serrana fluminense. Essa foi uma questão fundamental na tomada de decisão da Secretaria para a ampliação da área de vacinação”, salientou.

Alexandre Chieppe também apresentou um boletim do Ministério da Saúde com dados de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017 sobre o monitoramento dos casos e óbitos no Brasil.

Em sua palestra, Celso Ramos abordou os ciclos de transmissão da febre amarela, a incidência da doença e a cobertura vacinal por regiões, entre outros assuntos. Ele ainda frisou que a doença precisa ser devidamente notificada o mais rápido possível.
 
Os casos devem ser informados à SES-RJ através do e-mail notifica@saude.rj.gov.br, por formulário eletrônico em www.riocomsaude.com.br ou pelo telefone (21) 98596-6553.

Também estiveram presentes os diretores José Ramon Blanco e Serafim Borges.