10 / 03 / 2017
Conselho realiza seu 1ª Curso de Informática Médica
O CREMERJ, através da sua Câmara Técnica de Informática Médica e Telemedicina em Saúde, promoveu nessa terça-feira, 8, o 1º Curso de Educação Médica Continuada em Informática Médica da instituição. A aula foi ministrada pelo coordenador da Câmara Técnica, Eduardo Marques.
 
O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, abriu o evento falando sobre a importância da introdução das novas tecnologias na área médica, principalmente em relação a exames e diagnósticos. “Cada vez mais a informática tem trazido contribuições positivas para os médicos e pacientes, além das situações que envolvem o diagnóstico, tratamento e cirurgias. Atualmente, muitas doenças são descobertas de maneira mais rápida ou com mais precisão devido a equipamentos modernos. Isso é um grande ganho. Mas é preciso destacar que a relação médico-paciente ainda é o mais importante e deve ser preservada. O olho no olho ainda é 90% do nosso trabalho”, acrescentou Nahon.
 
A diretora do CREMERJ e responsável pela Câmara Técnica de Informática Médica e Telemedicina em Saúde, Ana Maria Cabral, frisou que o curso contém sete módulos, com uma aula por mês. Ela também adiantou que em outubro o CRM vai promover o primeiro fórum sobre o tema. “Hoje é um momento histórico no nosso Conselho, pois esse é o primeiro curso de Informática que estamos promovendo. Nossa intenção é continuar incentivando a realização de atividades sobre o tema, que tem se tornado cada mais vez mais presente no nosso dia a dia”, disse Ana Maria.
 
Em seguida, Eduardo Marques iniciou o curso explicando que a especialidade Informática Médica existe há quatro décadas e trata da aplicação de conceitos e tecnologias de Informação e Comunicação para a melhoria e transformação de sistemas, serviços e processos em saúde. Ele acrescentou que o profissional desta área possui uma visão completa do percurso da informação e dados clínicos, desde a aquisição, passando pelo tratamento, gestão, compartilhamento e armazenamento.
 
“Quando se fala em Informática Médica as pessoas acham que se trata da substituição do médico por máquinas. Isso não é verdade. O médico não será substituído por robôs, mas terá ele como aliado no desenvolvimento de algumas atividades”, disse o palestrante.
 
Marques também abordou a história e fundamentos da Informática em Saúde; os conceitos essenciais em sistemas de Informação em Saúde; o desenvolvimento histórico no Brasil e no mundo; a informática em Saúde como área de pesquisa e de ensino; as nomenclaturas e padrões para armazenamento e comunicação na área da Saúde, a ética em informática em saúde; a codificação de diagnósticos e procedimentos; os sistemas CID, UMLS, SNOMED, LOINC e outros; os padrões de representação e comunicação; o DICOM, HL7, openEHR e outros e as fontes de informação em informática em saúde e telemedicina.
 
O segundo módulo do curso, que será realizado em abril, vai abordar a Informatização de Organizações de Saúde.