10 / 03 / 2017
DPU e CREMERJ cobram soluções para crise na oncologia

O CREMERJ e a Defensoria Pública da União (DPU) promoveram nessa quinta-feira, 9, reunião com os diretores das 19 instituições que oferecem o serviço de oncologia no Estado. O encontro teve como objetivo apresentar o resultado do levantamento feito pelo CRM, onde foram apontadas as deficiências do setor. Estavam presentes representantes de hospitais públicos, privados (parceria público-privada) e filantrópicos.


O conselheiro Gil Simões apresentou a pesquisa, que foi feita pela Comissão de Fiscalização (Cofis) do CREMERJ nos 19 hospitais. O levantamento apontou que a situação é crítica. Entre as principais questões estão a reduzida estrutura para exames, com decorrente demora na marcação, e a longa espera pelos resultados.  


O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, criticou a situação das unidades e salientou que as condições podem piorar, caso os governos municipal, estadual e federal não invistam nos hospitais. Ele ainda parabenizou os profissionais dessas unidades, que, diante de tantas dificuldades, continuam comprometidos em prestar o atendimento à população da melhor forma possível.


“Sou uma pessoa muito otimista, mas tem sido difícil manter essa postura. Temos que fazer dessa crise a oportunidade de mudar, de fazer com que o sistema funcione e que vidas sejam poupadas, que seja oferecido um tratamento digno. É preciso realizar as ações concretas em um prazo curto”, disse Nelson Nahon.


O defensor público federal Daniel Macedo apresentou pontos do relatório do CREMERJ e questionou os diretores presentes sobre as denúncias. Ele adiantou que cobrará, judicialmente, se for preciso, das unidades e das três esferas de governo uma resolução para todos os problemas apresentados. Caso as questões não sejam solucionadas, os gestores poderão ser responsabilizados.


“Vivemos um momento de grave crise, mas isso não justifica o quadro que acabamos de apresentar. Não há solução mágica. É uma utopia achar que vamos resolver em três meses, mas chegamos a uma situação limite. Vidas não podem ser perdidas por conta de um sistema que não funciona nem por falta de investimento do governo”, enfatizou.


Durante a reunião, os diretores dos hospitais e representantes das três esferas de governo apresentaram seus posicionamentos, apontaram os principais entraves ao bom funcionamento do serviço e sugeriram soluções. Uma nova reunião será realizada no dia 4 de abril para que sejam apresentadas as soluções e os novos rumos que serão seguidos.