30 / 03 / 2017
Concursos permitirão reabertura de CTI no Souza Aguiar

Em reunião com o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, e os diretores Erika Reis e Gil Simões, nessa quinta-feira, 30, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo de Mattos, afirmou que serão realizados processos seletivos temporários que vão auxiliar na reabertura de serviços nas unidades municipais, dentre eles o CTI pediátrico do Hospital Souza Aguiar.

Um dos processos já foi realizado, mas o secretário disse que outros estão por vir, com salários base de R$ 6 mil. Os diretores do Conselho salientaram a necessidade de que sejam promovidos concursos públicos com plano de cargos, carreiras e vencimentos (PCCV).

"Boa parte dos problemas nas unidades vem da falta de médicos e demais profissionais de saúde. O concurso público, com PCCV e salários compatíveis, fixa as equipes na rede e é fundamental para a qualidade da assistência", pontuou Nelson Nahon.   

Na ocasião, também foi debatida a falta de insumos nos hospitais e a posição contra a terceirização na saúde pública da diretoria do CREMERJ.

“Nós trouxemos algumas críticas de situações que são recorrentes nas unidades municipais e que é necessário que sejam corrigidas. As dificuldades diárias em relação à carência de recursos humanos e materiais e medicamentos é grave e não pode acontecer. Esses são problemas que trazem prejuízos enormes à população e aos médicos, que não conseguem exercer a sua atividade com ética e qualidade”, relatou Nahon.

Carlos Eduardo explicou que vem organizando as despesas para efetuar todos os pagamentos. Quanto à contratação de médicos, o secretário contou que foi aprovada na Câmara a extensão do contrato de trabalho para até dois anos. Segundo ele, trata-se de um prazo de segurança, até que se elabore o PCCV, o qual vem sendo debatido nas mesas de negociação do município.

O presidente do CREMERJ também questionou a equiparação dos salários dos estatutários, mas o secretário afirmou que o assunto ainda não está em pauta. O secretário aproveitou para enfatizar que não há cortes de verbas na saúde do município do Rio de Janeiro. “O que vem sendo feito são reduções na gestão das Organizações Sociais [OSs], retirando-se excessos. Não cortaremos médicos, enfermeiros e assistência à saúde”, reiterou ele, citando ainda uma nova resolução (já no Diário Oficial), que obriga as OSs a efetuarem o pagamento das obrigações trabalhistas e salário dos funcionários em, no máximo, um dia.

A informação de que os plantonistas noturnos teriam um corte de 80% do seu adicional foi confirmada pelo secretário, que explicou que há problemas quanto à justificativa legal para esses pagamentos. Em resposta ao questionamento dos diretores do Conselho sobre a importância e validade dessa bonificação, ele frisou que já está sendo visto com a prefeitura uma forma de enquadrar legalmente esses valores para que os médicos continuem recebendo o adicional.

Também participaram da reunião a subsecretária geral executiva da Secretaria, Ana Beatriz Araújo, e o assessor especial do gabinete Alexandre Campos.