31 / 03 / 2017
Sociedade de Infectologia orienta conduta com a febre amarela
Em virtude da ocorrência dos novos casos de febre amarela, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou informativos para orientar a população e profissionais de saúde sobre as ações a serem adotadas quando houver suspeita da doença. O documento alerta que, se isto acontecer, é importante investigar se o paciente esteve em uma das cidades infectadas, no período de até 15 dias antes do início dos sintomas, e avaliar histórico vacinal.
 
No Brasil é indicada a vacina contra a febre amarela para toda a população residente ou viajante para Áreas com Recomendação de Vacina (ACRV). A vacina está disponível em diversas unidades básicas de saúde e deve ser administrada pelo menos dez dias antes do deslocamento, para garantir o desenvolvimento da imunidade.
 
O Estado do Rio de Janeiro registrou seis casos da doença, sendo cinco em Casimiro de Abreu e um em São Fidelis. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou o um bloqueio vacinal nas regiões noroeste, norte, centro sul e região serrana, municípios que fazem divisa com Minas Gerais e Espírito Santo, onde também ocorreram casos.  Já o município do Rio incluiu a vacina de febre amarela na rotina de imunização das 233 unidades de atenção primária do município do Rio – clínicas da família e centros municipais de saúde.
 
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda com grande importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas. Possui dois ciclos epidemiológicos distintos: silvestre e urbano. É transmitida através da picada do mosquito Haemagogus (forma silvestre) e do Aedes aegypti (forma urbana), não havendo transmissão de pessoa para pessoa. 
 
Para a conselheira e infectologista Marília de Abreu, é importante frisar que nem todas as pessoas podem ou devem receber a vacina. Segundo ela, algumas situações clínicas aumentam o risco de complicações, o que leva a não indicar a sua aplicação.
 
“O risco de contrair a doença é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade e qualquer pessoa com alterações no sistema de defesa, como portadores de HIV/aids, transplantados, pessoas com doenças reumatológicas que usam imunossupressores, entre outros. Por isso os pacientes devem ser avaliados criteriosamente. No momento, acredito que o bloqueio vacinal nessas áreas é a melhor decisão”, frisa Marília.
 
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro também divulgou uma nota técnica com recomendações para intensificação da vigilância da febre amarela no Estado. A nota pode ser conferida no site do órgão.

Acesse as notas técnicas da SBI: