24 / 04 / 2017
CREMERJ realiza nova fiscalização no HFB
Desde a última visita do CREMERJ ao Serviço de Oncologia no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), seis meses atrás, a situação piorou. Em nova vistoria nesta segunda-feira, 24, a Comissão de Fiscalização verificou que o número de oncologistas, que era insuficiente, foi reduzido, hoje contando com cinco médicos a menos - sendo um deles uma residente do último ano. Com a precária situação, a formação médica fica prejudicada, o que leva à iminente ameaça de fechamento do programa de residência na especialidade. 

A Defensoria Pública da União havia exigido que fossem contratados imediatamente três médicos, no entanto, apenas um foi contratado, o que não supre a necessidade. 

Problema recorrente, o estoque de quimioterápicos também segue com uma lista extensa de remédios em falta. Como não dispõe de recursos, o setor não tem condições de receber novos pacientes. "Há um contrato de alto valor com uma farmácia de manipulação, que faz os quimioterápicos. Mas o tamanho do HFB justificaria uma farmácia própria, além do mais, esses remédios têm validade. Caso o paciente não venha a receber a medicação, ela precisa ser descartada, o que gera enorme prejuízo. Encontramos o caso de um paciente que aguarda desde novembro para receber a dose de quimioterápico, que está em falta. Isso tudo é um verdadeiro absurdo", relata o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon.  

A localização do setor na unidade também agrava a situação dos pacientes, pois fica no quarto andar do prédio, fazendo com que os idosos dependam dos elevadores, que frequentemente estão paralisados e necessitam de manutenção. 

"A precariedade da Oncologia do HFB inviabiliza o atendimento aos pacientes internados e a novos pacientes, sejam eles ambulatoriais ou cirúrgicos. O Ministério da Saúde precisa atuar para mudar esse cenário com urgência", frisa Nahon.