15 / 08 / 2017
CREMERJ promove Café com a Cocem no Hospital Alberto Torres

A Coordenação das Comissões de Ética Médica (Cocem) do CREMERJ esteve no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, nesta terça-feira, 15, para mais um Café com a Cocem. Participaram da reunião os membros da comissão de ética da unidade; o coordenador da Cocem e vice-presidente do CRM Serafim Borges; o coordenador da Comissão de Saúde Pública, Pablo Vazquez; e a conselheira Márcia Rosa de Araujo. 

O Hospital Alberto Torres é uma referência em atendimento de emergência e cobre nove municípios da Região Metropolitana II. Os conselheiros do CRM puderam visitar as instalações da unidade, que é equipada com três tomógrafos - sendo um portátil - tem prontuários digitalizados e um centro de referência em trauma.

Durante a reunião, os membros da comissão de ética demonstraram preocupação em relação à mudança da Organização Social (OS) que administra o hospital. Segundo eles, ainda não se sabe qual OS assumirá a gestão a partir de setembro e a licitação só será feita menos de 15 dias antes do prazo para entrada da nova gestora.

Os médicos debateram, ainda, os contratos de pessoa jurídica (PJ) em várias áreas da unidade. O Hospital Alberto Torres hoje funciona com contratos de PJ em todas as especialidades. Apenas os profissionais que atendem emergência, com exceção da ortopedia, são contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

“Na PJ não existem direitos trabalhistas, mas os deveres são os mesmos de um celetista. Pelo relato dos colegas, observamos que muitos não tiveram escolha, porque ou viravam pessoa jurídica ou seriam dispensados. Hoje a OS que administra o Alberto Torres paga em dia, mas com uma nova gestora não se sabe se isso será assegurado”, frisou o conselheiro Pablo Vazquez. 

Vazquez também ressaltou que a suspensão de atendimentos de pediatria no Hospital Azevedo Lima, que também cobre a Metropolitana II, pode sobrecarregar o Alberto Torres. 

Serafim Borges ressaltou o papel das comissões de ética em um momento de crise como o que passa a saúde no Rio de Janeiro: “É preciso que a comissão seja livre para atuar, seja independente da direção da unidade. As comissões lutam por condições dignas de trabalho para os colegas, assim como pelo atendimento adequado à população”, disse. 

O presidente da comissão de ética da unidade, Luiz Fernando de Souza, destacou o trabalho sério da equipe da comissão e se comprometeu a manter uma relação ainda mais estreita com o Conselho, enviando materiais e participando de reuniões e palestras. “A nossa comissão tem feito um trabalho muito dedicado, com a participação de todos. Temos feito reuniões quase semanais e a equipe está muito envolvida, inclusive promovendo integração com as outras comissões da unidade, como a comissão de revisão de prontuários e a de óbito”, contou.