20 / 09 / 2017
Hospital do Fundão pede segurança em ato que teve apoio do CRM

Em apoio ao ato contra violência ocorrido nesta quarta-feira, 20, na porta do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, mais conhecido como Hospital do Fundão, o CREMERJ acaba de enviar um ofício à Secretaria de Estado de Segurança e à reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), solicitando uma ação integrada junto à Polícia Militar e à Polícia Civil do Estado para combater imediatamente a violência nos arredores da unidade. O documento também foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para providências cabíveis. 

A manifestação, que contou com a participação de estudantes, residentes, professores e grande parte do corpo clínico do hospital, teve como objetivo cobrar um posicionamento da reitoria da universidade sobre a necessidade de segurança no entorno do campus. A unidade sofre constantemente com os assaltos em suas imediações e, muitas vezes, precisa dispensar seus funcionários mais cedo devido aos episódios de violência. O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, representou a entidade no ato.  

“O CREMERJ, inclusive, já se reuniu com o Comando Oficial da Polícia Militar, requisitando uma solução para o problema da insegurança nos arredores das unidades de saúde. O Hospital do Fundão é uma unidade terciária, que atende pacientes de todo o estado e tem um papel muito importante na formação de estudantes, residentes, médicos e demais profissionais da saúde. É inaceitável que o hospital precise funcionar sem as condições devidas de segurança no local. Com o ofício, esperamos reforçar o apelo de alunos, de funcionários e da população que recorre à unidade, chamando a atenção para o problema e cobrando uma solução rápida e duradoura. Não adianta amanhã colocar dois, três carros de polícia aqui e em uma semana voltar a ficar vazio. É necessário que o estado e a reitoria promovam imediatamente ações para garantir a segurança de todos que frequentam o hospital”, afirma o presidente do CREMERJ. 

O diretor da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj) Francisco de Assis Coelho também declarou apoio ao ato e pediu atenção às unidades de saúde do Rio de Janeiro. “A reitoria precisa tomar providências urgentes para conter a onda de violência que dominou o campus do Fundão. Os funcionários precisam de segurança para trabalhar. Isso é o mínimo”, destaca.