25 / 09 / 2017
Cosec: Seccionais e subsedes participaram de reunião na sede

Durante reunião da Coordenação das Seccionais e Subsedes do CREMERJ (Cosec), nessa sexta-feira, 22, na sede do Conselho, coordenadores e representantes das seccionais e subsedes debateram a situação da saúde em suas regiões. No encontro, foram relatados diversos problemas, como o déficit de médicos, o atraso no repasse de verbas, o sucateamento das unidades e o fechamento de serviços.

O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, abriu a reunião com os informes. Ele relatou as ações do Conselho para comemorar o Dia do Médico e o lançamento do aplicativo de celular e da TV do CRM, em outubro.

Logo após, os representantes das seccionais e das subsedes deram seus informes. Em Angra dos Reis, o Hospital Geral de Japuíba, que foi transformado em fundação, continua com déficit de médicos e outros profissionais de saúde. O representante da seccional disse que não há previsão de concurso para suprir a carência e que uma empresa será contratada pela prefeitura para admitir os profissionais. Nesta semana, a equipe da seccional participou de uma fiscalização com a Defensoria Pública do Estado para averiguar a situação das unidades públicas de saúde da cidade e fazer um mapeamento da situação.

No município de Barra do Piraí, os postos de saúde estão sucateados e o atendimento cada vez mais precário. Além disso, as unidades hospitalares estão com serviços reduzidos, muitos exames não são mais oferecidos e há carência de médicos. Em Campos dos Goytacazes, o fim dos contratos de RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) na rede pública municipal fez com que diversas especialidades ficassem com déficit de médicos.

Na cidade de Petrópolis, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passaram a ser administradas por um consórcio. No entanto, desde que assumiu a gerência, as unidades estão fechadas devido à falta de médicos e de outros profissionais de saúde.

No município de Volta Redonda, os dois hospitais públicos da cidade – o São João Batista e o Municipal Doutor Munir Rafful – continuam com deficiência de medicamentos e insumos. Na Ilha do Governador, o Hospital Municipal Evandro Freire sofre com a falta de repasses financeiros da prefeitura. O representante da subsede relatou que a unidade tem fechado diversos serviços por conta da falta de dinheiro para mantê-los.

“O que temos visto em todas as regiões é o resultado da crise financeira do Estado e da falta de comprometimento dos gestores com a saúde da população. Esses relatos reforçam que devemos continuar na luta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade e para todos”, disse o presidente do CREMERJ.

Também participaram do encontro representantes das seccionais de Barra Mansa, Cabo Frio, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Três Rios e Valença.

Além de Nelson Nahon, conduziram a reunião os conselheiros Olavo Guilherme Filho e José Ramon Blanco. Estiveram presentes os conselheiros Pablo Vazquez e Márcia Rosa de Araujo.